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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

“Ai, ai, ai empurra Yeda que ela cai”

Bandeiras de partidos de oposição e de entidades sindicais e estudantis coloriram a Praça da Matriz na manhã desta sexta-feira (14) no ato público para pedir o afastamento da governadora Yeda Crusius, ré em ação movida pelo Ministério Público Federal. Cerca de três mil pessoas participaram da manifestação, que durou quase duas horas.

Grupos de manifestantes vieram de diversas partes da cidade, entoando palavras de ordem que pediam o impeachment e a prisão da governadora e de outros integrantes do Executivo acusados de desviar recursos públicos. A ação da Brigada Militar dificultou o acesso ao Palácio Piratini. Militantes foram barrados, ônibus revistados e o comando da BM restringiu a exibição de cartazes e de faixas.

Militantes dos movimentos sociais se revezaram no caminhão de som, defendendo a abertura do processo de impeachment e a CPI da Corrupção. Não faltaram também recados para os deputados da base de apoio da governadora. “A Assembleia tem que cumprir o seu papel. Vamos denunciar aqueles que tentarem abafar a corrupção”, avisou um dos representantes dos estudantes.

A deputada Stela Farias (PT), que deverá ser a presidente da CPI, disse que o parlamento gaúcho não irá se negar a assumir suas responsabilidades. “Vamos passar a limpo esta página triste da história gaúcha, responsabilizando aqueles que não souberam honrar o Rio Grande do Sul e o seu povo.”







Fonte: PTSul

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ministério Público Federal pede afastamento e bloqueio de bens de Yeda Crusius


O Ministério Público Federal protocolou hoje, junto a 3ª Vara Federal de Santa Maria, uma ação civil de improbidade administrativa contra a governadora Yeda Crusius (PSDB) e mais oito pessoas: Carlos Crusius (marido da governadora), deputado federal José Otávio Germano (PP), deputados estaduais Luiz Fernando Zachia (PMDB) e Frederico Antunes (PP), presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz Vargas, Walna Villarins Meneses (assessora da governadora), Delson Martini (ex-secretário geral do governo estadual), Rubens Bordini (vice-presidente do Banrisul e ex-tesoureiro da campanha de Yeda). Pesam sobre eles acusações de enriquecimento ilícito, dano ao erário e infração de princípios administrativos, crimes relacionados à fraude que desviou cerca de R$ 44 milhões do Detran gaúcho.

Entre outras coisas, a ação pede o afastamento dos denunciados que ocupam cargos públicos enquanto perdurar o processo, o bloqueio de bens dos mesmos, e a quebra de sigilo envolvendo as provas pertinentes ao processo. A ação civil de improbidade administrativa prevê as seguintes sanções: perda dos bens adquiridos ilicitamente, ressarcimento do prejuízo aos cofres públicos, perda do cargo ou função pública, suspensão dos direitos políticos por um período de 8 a 10 anos, pagamento de multa civil e proibição de contratação com o setor público.

Os procuradores que participaram da coletiva não apresentaram maiores detalhes sobre as acusações, destacando que isso só poderá ocorrer após a manifestação da Justiça Federal. Segundo o MP Federal, as acusações referem-se a uma segunda etapa das investigações em torno da fraude no Detran, com novos elementos relativos à destinação de dinheiro público para partidos e pressões exercidas por governos.
O caso está nas mãos da juíza Simone Barbisan Fortes, de Santa Maria, que notificará os denunciados para que apresentem sua defesa preliminar. A juíza decidirá também sobre o pedido de quebra de sigilo em torno das provas relativas ao processo. A ação do MP Federal tem mais de 30 volumes, com 1.200 páginas e 20 mil ligações telefônicas analisadas.

O MP Federal também confirmou que encaminhou uma representação à Procuradoria Geral da República, relativa à casa que a governadora Yeda Crusius comprou logo após o segundo turno da campanha eleitoral de 2006. Além desta, há outras representações na PGR sobre o mesmo tema.

Fonte: RS Urgente

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Governo Yeda Crusius,um fiasco nacional

Yeda Crusius (PSDB) é a única governadora reprovada por mais da metade da população do respectivo estado entre todos os governadores avaliados pelo Datafolha até hoje, informa a pesquisa do instituto divulgada nesta quarta-feira. Seguindo a tendência das últimas pesquisas divulgadas sobre o desempenho do governo tucano no Rio Grande do Sul, a avaliação de Yeda segue despencando.
Mais da metade dos gaúchos (57%) acredita na existência de casos de corrupção no governo. Entre aqueles que acreditam haver casos de corrupção, 70% defendem o impeachment de Yeda. A administração de Yeda é avaliada como ruim ou péssima por 51%. É a maior reprovação a um governador já registrada pelo Datafolha. Yeda não tem aprovação em nenhuma faixa. Em todas os segmentos pesquisados o índice de ruim e péssimo é maior que o de ótimo e bom.
Essa avaliação reflete-se também na pesquisa para a sucessão estadual, onde Yeda aparece empatada com o deputado federal Beto Albuquerque (PSB). O ministro da Justiça, Tarso Genro (PT) lidera a disputa pelo governo gaúcho com 34% das intenções de voto, seguido por José Fogaça (PMDB), com 28. Yeda Crusius aparece só em terceiro lugar, com 7%. No cenário onde o candidato do PMDB é o ex-governador Germano Rigotto, o percentual de Tarso sobe para 38%, contra 18% do peemedebista. Yeda segue com 7%.
Em resumo, a avaliação do governo Yeda é um fiasco. Como foi dito em um tópico anterior, se o governo do Estado aplicar para a governadora os critérios de avaliação que pretende implantar para os servidores, ela deveria ter redução de salário.
Fonte: RS urgente

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Caminhada luminosa pelo impeachment de Yeda


O Fórum dos Servidores Públicos Estaduais (FSPE) promove nesta quinta-feira (21) mais uma atividade da campanha pelo impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB). Uma caminhada luminosa, a partir das 19h, será realizada pelas ruas do centro de Porto Alegre. A concentração será em frente ao CPERS/Sindicato (Av. Alberto Bins, 480). Para os organizadores do ato, a quinta-feira marca 860 dias de agonia para o Rio Grande do Sul. Na avaliação das entidades que integram o FSPE, o governo Yeda não tem mais legitimidade para continuar, muito menos para encaminhar qualquer projeto voltado a retirar direitos dos servidores públicos. Nesta quarta-feira, panfletos pedindo o impeachment da governadora e convidando para a caminhada luminosa foram entregues à população na Esquina Democrática, no centro da capital gaúcha.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Ato público pedirá afastamento de Yeda

Servidores públicos estaduais, em conjunto com centrais sindicais, movimentos sociais e entidades estudantis, promovem nesta quinta-feira (14), em Porto Alegre, um ato público para cobrar a apuração das denúncias de corrupção no governo Yeda Crusius (PSDB) e pedir o impeachment da governadora.

A concentração para o ato inicia às 10 horas, em frente à sede do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS/Sindicato), na avenida Alberto Bins, 480, centro da capital.

Os manifestantes seguirão até à Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini. As entidades que integram o Fórum dos Servidores Públicos Estaduais (FSPE) querem o afastamento da governadora, por entender que ela não tem mais

Fonte: RS Urgente

segunda-feira, 27 de abril de 2009

"Carta de Porto Alegre" denuncia as políticas dos governos Yeda, Serra e Aécio


As bancadas do Partido dos Trabalhadores dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, juntamente com representantes de sindicatos de servidores públicos e movimentos sociais dos três estados, reunidos no seminário “Desmonte do Estado: o modelo tucano de governar”, realizado nesta segunda-feira (27), em Porto Alegre, aprovaram no final do encontro um documento criticando a agenda do PSDB que trata o Estado como vilão e os servidores públicos como inimigos. A Carta de Porto Alegre afirma que “choque de gestão” e “déficit zero” tornaram-se as palavras de ordem em detrimento dos serviços e dos servidores públicos. O resultado imediato dessas políticas, diz ainda o documento, é a pauperização dos serviços públicos, permitindo o crescimento de seus parceiros privados, em todas as áreas, inclusive a segurança pública.

Para os signatários da carta, “a não aplicação dos recursos mínimos constitucionais em saúde e educação são exemplos clássicos desta política, ao mesmo tempo em que são desonerados os grandes oligopólios”. “É simbólico que a investida comece pela educação”, observam ainda. “A adoção de uma política educacional “fast food”, sem compromisso com a formação de uma consciência crítica, com currículos padronizados, voltados para a transmissão e não a elaboração do conhecimento. Alteração dos currículos de forma unilateral e em gabinetes, inchaço das salas de aulas, falta de diálogo e criminalização dos movimentos sociais e sindicais são uma constante”. A alteração nos planos de carreira, com o fim da progressão por tempo de serviço, o arrocho de salários e a ampliação dos empregos precários e temporários são outras políticas denunciadas na carta.

No Rio Grande do Sul, assinala ainda, esse processo está mais atrasado, em função das graves denúncias e escândalos de corrupção que atingiram o governo Yeda Crusius. O documento aponta a existência de uma blindagem midiática que esconde as mazelas dos governos Aécio e Serra e permite que Yeda “mantenha um certo equilíbrio instável, escondendo sua verdadeira face de desmonte do Estado”. O projeto implantado em MG, SP e RS, conclui a carta, não é só um ataque aos direitos dos servidores públicos, mas também aos setores da população que mais necessitam das políticas públicas. Diante deste quadro, o documento defende a unificação dos movimentos sociais, a constituição de agendas comuns para furar o bloqueio midiático e a intensificação das lutas pela transparência, democratização e universalização do Estado e dos serviços públicos.

Foto: Adriano Marcelo Santos

por Marco Aurélio Weissheimer

domingo, 26 de abril de 2009

Um Governo a Cada Dia Mais Enrolado!!!


A seqüência de escândalos envolvendo auxiliares diretos da governadora Yeda Crusius, do Rio Grande do Sul, ganhou novos lances em 2009.

Apesar de ser um ano pré-eleitoral, 2009 teve um início tranquilo no Rio Grande do Sul. Depois de um 2008 marcado pela turbulência política, parecia que os gaúchos estavam ingressando em um período de calmaria.

O ano começou com o governo do Estado atingindo o tão almejado equilíbrio orçamentário. Fato que levou a governadora Yeda Crusius (PSDB) a sonhar com a possibilidade de reeleição. O discurso da excelência na gestão financeira poderia suplantar a falta de tino político, geradora do clima de beligerância com o vice-governador Paulo Feijó (DEM). Foi ele que, em junho de 2008, divulgou uma conversa com o então chefe da Casa Civil abrindo uma crise interna que ganhou repercussão nacional. Na gravação, Cezar Busatto (PPS) confirmava o uso da máquina pública para arrecadação de recursos com fins eleitorais.

Mas o passado tinha ficado para trás. Após encaminhar o orçamento batizado de Déficit Zero para a Assembléia, a governadora deu um giro pelo Brasil para “anunciar as conquistas gaúchas”. Passou por Brasília, Nordeste e terminou em São Paulo, ao lado de José Serra, governador de mesma plumagem.

A tucana chegou até a alçar vôos mais ousados. Nem bem as burras do Estado haviam saído do vermelho, anunciou que planejava a compra de um avião para uso exclusivo. A notícia repercutiu negativamente, mas para quem conta com o apoio da grande mídia, o assunto foi levado ao esquecimento. Tanto é verdade que não surgiu nenhuma piada sobre o AeroYeda - apesar do AeroLula aparecer volta e meia.

Também pudera, a governadora abriu os cofres e elevou em 560% as verbas em propaganda. Ao todo, serão R$ 93 milhões em publicidade neste ano. Mesmo assim, o orçamento equilibrado teve um custo: precarização nos serviços públicos e arrocho no funcionalismo. Yeda chegou a dizer que 2008 era “o ano do reajuste zero”.

E começou pelos servidores estaduais a virada na sensação de tranquilidade. A situação de penúria salarial originou uma aliança poucas vezes vista no Rio Grande do Sul. Capitaneados pelo Cpers (magistério), dez sindicatos promoveram uma ostensiva campanha. Nos outdoors, suspense: a imagem distorcida de um rosto e a promessa de mostrar a face oculta da corrupção, entre outras críticas pesadas.

O governo tucano mordeu a isca. Antes de qualquer identificação, uma ameaça partiu da Casa Civil à empresa responsável pelos painéis. A carta prometia responsabilização criminal. Como sempre, o feitiço virou contra o feiticeiro. A jogada de marketing ganhou destaque na mídia até que o rosto de governadora apareceu ao lado da frase: Governo Yeda - a face da destruição do Estado. Máscaras da governadora foram distribuídas em uma passeata pelas ruas de Porto Alegre.
* Por Maurício Macedo

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Em defesa do piso, educadores param dia 24


Os trabalhadores da rede estadual de educação do Rio Grande do Sul decidiram aderir à paralisação de 24 horas, marcada para o dia 24 de abril (sexta-feira), em defesa da implementação do Piso Salarial Profissional Nacional. A greve é convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. Neste dia, além do Piso, os educadores gaúchos vão discutir as formas de luta para manter os atuais planos de carreira, reajuste salarial e em defesa do IPE público. Serão realizados atos públicos e plenárias em conjunto com as entidades que integram o Fórum dos Servidores Públicos Estaduais. Os educadores do RS foram os primeiros a realizar uma greve pela implementação do Piso. Em novembro de 2008, a categoria parou 14 dias para exigir a retirada da Assembléia Legislativa de uma proposta de piso regional, que não respeitava a lei nacional.


Marco Aurélio Weissheimer

terça-feira, 14 de abril de 2009

Operação Solidária


PT prepara pedido de CPI para investigar fraudes em obras do Estado
A deputada Stela Farias (PT) anunciou na tarde desta terça-feira (14) que a bancada do PT está preparando o requerimento para a instalação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa. A CPI deverá investigar indícios de fraudes em licitações de obras viárias, de saneamento e irrigação sob responsabilidade do governo gaúcho, descobertos pela Operação Solidária, desencadeada pela Polícia Federal em 2007. “Há fortes elementos que indicam o direcionamento de licitações para beneficiar determinadas empresas. Diante da falta de transparência do governo, que se nega a dar respostas sobre os sucessivos escândalos em que está envolvido, não nos resta alternativa além da CPI para investigar com responsabilidade e acabar com o denuncismo”, justificou a parlamentar.


O PT já está conversando com as demais bancadas para construir o requerimento. “Não é possível conviver num ambiente político em permanente suspeição e absolutamente opaco. Estamos trabalhando firmemente para a construção de uma CPI séria, com apoio de todas as bancadas e capaz de lançar transparência sobre as diversas suspeitas que pesam sobre atual administração”, frisou.


Segundo Stela, há uma nítida interligação entre o núcleo dirigente do esquema que desviou mais de R$ 44 milhões do Detran e o grupo responsável pela fraude em licitações de obras no Rio Grande do Sul. “Os fatos apurados pelas operações Rodin e Solidária indicam que personagens comuns transitam nas duas cenas. Queremos saber qual o elo entre o que parece ser duas quadrilhas montadas para desviar recursos públicos. Só através de uma CPI a Assembleia poderá ter acesso às informações já levantadas pelo Ministério Público Federal e, a partir daí, exercer seu papel constitucional ”, acredita a petista.


Na avaliação da parlamentar, a Operação Rodin e as denúncias do ex-ouvidor da Segurança Pública, Adão Paiani, chegaram à ante-sala do gabinete da governadora Yeda Crusius. Já os fatos revelados pela Operação Solidária, conforme Stela, indicam avanço em direção ao próprio gabinete da governadora. “Nós queremos saber qual é exatamente o papel da senhora Walna Villarins Meneses na definição de editais e no direcionamento de licitações para beneficiar empresas e se há relação entre sua atuação e a própria governadora”, adiantou Stela.


A nova CPI deverá ter como objeto de investigação o conjunto de fatos apurados pelas operações Solidária, Rodin e as denúncias apresentadas pelo PSOL em fevereiro.


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Lançado Fórum Estadual de Entidades Estudantis Pelo Fora Yeda !


Os estudantes gaúchos deram mais uma prova que estarão diariamente construindo a oposição a este governo corrupto que se instaurou no RS. Durante o XI Encontro Regional de Estudantes de História que aconteceu em Caxias do Sul, o movimento "Caras Pintadas" organizou um grande fórum que debateu os rumos do movimento e também elaborou em conjunto com o CPERS uma agenda mínima de mobilizações no RS.No dia 10 de abril na parte da tarde com a presença de mais de 400 estudantes participantes do encontro discutiu-se os próximos passos que o movimento deveria construir para manter as mobilizações estudantis pelo RS.
Encaminhou-se a necessidade de elaboração de um material visual que identifique o movimento, além do blog como forma de comunicação discutiu-se a necessidade de criação de um material informativo impresso.O movimento estará também mobilizando as escolas no dia 14 de abril ( terça- feira) com um grande apitaço pelo Fora Yeda. Iremos dar o cartão vermelho a governadora e seus aliados que constribuem com o sucateamento da educação em nosso Estado.
Além de mobilizar os estudantes, o movimento tem um objetivo de esclarecer a população gaúcha sobre as graves denúncias realizadas por parlamentares gaúchos sobre esquemas de corrupção por parte da cúpula do governo, assim o movimento irá elaborar um abaixo assinado endereçado ao Ministério Público solicitando a abertura do caso a população gaúcha.Estão marcados atos para os dias 24 de abril em conjunto com os professores, em defesa do piso nacional para professores. E no dia 30 de abril está marcado uma grande marcha dos movimentos populares pelo Fora Yeda.
A hora é essa! A JPT estara organizando nos municípios comitês que discutam com a população como este governo é nocivo ao RS, denunciando a falácia do "déficit zero" que poderia ser chamado de investimento zero. Além disso este é momento da população gaúcha encampar a luta por uma reforma política que auxilíe no controle social e transparência.Vamos a luta, que ela é justa !!!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Yeda Crusius e o inferno tucano



O PSDB atravessa um dos piores momentos dos seus 20 anos de vida, completados em junho último. O seu inferno astral se estende por todo o país. Dois governadores tucanos, de Alagoas e da Paraíba, correm o risco de perder seus mandatos, metidos em corrupção e crises. No RS, a governadora Yeda Crusius sangra e mancha a falsa imagem dos tucanos.
Altamiro Borges
O PSDB, partido do ex-príncipe FHC e dos presidenciáveis José Serra a Aécio Neves, atravessa um dos piores momentos dos seus 20 anos de vida, completados em junho último. O seu inferno astral se estende por todo o país. Dois governadores tucanos, de Alagoas e da Paraíba, correm o risco de perder seus mandatos, metidos em corrupção e crises. Em São Paulo, o partido chafurda no escândalo da Alstom, multinacional que deu R$ 15 milhões em propina em troca de contratos bilionários com as estatais – e que acaba de fechar nova negociata no valor de R$ 706 milhões.A crise existencial da social-democracia tupiniquim é abissal e enterrou de vez o cínico discurso da ética. Como reflexo, o PSDB se apresenta para as decisivas eleições municipais de 2008 mais desidratado. Disputará o pleito apenas em 11 capitais e, na maioria delas, sem chances de vitória. Para piorar, os neoliberais tucanos romperam a sua aliança histórica com os oligarcas do ex-PFL. Na estratégica capital paulista, o partido está fraturado, numa briga fratricida entre José Serra, que apóia o candidato do demo, e o seu carma Geraldo Alckmin, adorador do Opus Dei.A mídia hegemônica, porém, tem prestado um excelente serviço aos tucanos – talvez saudosa das privatarias do passado. Ela blinda o PSDB, evitando falar das crises e falcatruas deste partido. Os mais poupados são os governadores José Serra e Aécio Neves, reservas estratégicas da burguesia para a disputa presidencial de 2010. O único caso gritante que não conseguiu esconder, apesar das tentativas, é o do Rio Grande Sul. Neste importante estado da federação, as feridas estão abertas e os podres vêem à tona. Hoje, a governadora Yeda Crusius é o principal elo fraco dos tucanos.Há meses, ela sangra e mancha a falsa imagem do PSDB. Mas a governadora, que mais se parece uma aristocrata inglesa, mantém-se arrogante e esbanja inabilidade. No início do purgatório, seu governo foi acusado de desviar R$ 44 milhões do Detran para montar o famoso mensalão da sua base parlamentar. Ela negou, mas conversas gravadas entre seu vice, Paulo Feijó, e seu chefe da Casa Civil, Cezar Busatto, confirmou o esquema ilícito. Desmascarada, ela disse desconhecer a sujeira e repassou a responsabilidade aos seus auxiliares diretos, exonerando quatro secretários.Agora, porém, é o empresário Lair Ferst, coordenador da campanha de Yeda Crusius em 2006, que afirma com todas as letras que ela participou ativamente do esquema de corrupção. Réu na ação criminal, junto com outras 39 pessoas, pelos desvios do Detran, ele garante: “É público e notório que houve o envolvimento da governadora neste processo”. Antes ele havia negado a relação promíscua porque “não achava conveniente servir de munição para a oposição”. Mas, abandonado, ele resolveu falar, o que pode causar a abertura do processo de impeachment.A suspeita mansão da governadoraOutro caso grotesco afeta ainda mais a ex-vedete tucana. A oposição pediu ao Ministério Público Federal a investigação da compra de uma luxuosa mansão num bairro nobre de Porto Alegre. Há suspeitas de que parte do dinheiro desviado do Detran teria sido usado para a aquisição do novo imóvel, que custou R$ 750 mil, valor bem superior ao patrimônio declarado por Yeda Crusius na Justiça Eleitoral. Diante da grave acusação, ela alegou que adquiriu a mansão com o dinheiro da venda de dois apartamentos, avaliados em R$ 35 mil e R$ 218 mil, e de um carro. Mas a oposição já descobriu que a desculpa é falsa, já que um dos imóveis está penhorado e não pode ser vendido.Diante de tantos descalabros, que nem a mídia venal consegue esconder, a governadora mantém o velho estilo tucano, fingindo-se de morta. Ela conta com a maioria na Assembléia Legislativa e com a ajuda de alguns jornalistas – também acusados de envolvimento no escândalo do Detran – para abafar as denúncias. Numa prova de total inabilidade, que deve irritar tucanos mais marotos, ela ainda enviou à Assembléia Legislativa pedido de reajuste de 143% nos seus rendimentos, que passariam de R$ 7,1 mil para R$ 17,3 mil mensais. Na mesma semana, ela viajou a Brasília para se contrapor ao piso nacional de R$ 950 dos professores proposto pelo governo federal e aprovado na Câmara de Deputados. Se depender de Yeda Crusius, o inferno astral do PSDB não terá fim.


Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e organizador do livro “Para entender e combater a Alca” (Editora Anita Garibaldi, 2002).


segunda-feira, 28 de julho de 2008

A "Casa do Espanto" da Yeda



Uma nova suspeita foi levantada neste final de semana sobre a compra de uma casa pela governadora Yeda Crusius (PSDB), no bairro Vila Jardim, em dezembro de 2006. Desta vez, a fonte não poderá ser acusada de conluio com a oposição para tentar atingir a governadora. A revista Veja teve acesso a um documento que mostra que, quatro meses antes de vender a casa a Yeda por supostamente 750 000 reais, seu antigo proprietário, Eduardo Laranja, estava fechando o negócio por 1 milhão de reais. A matéria de Veja, intitulada "A Casa do Espanto", afirma que o interessado, o engenheiro José Luís Borsatto, chegou a assinar um documento (ver acima) comprometendo-se a comprá-la por esse valor. "Quando consegui todo o dinheiro, o corretor me disse que tinha vendido o imóvel à governadora", lamenta Borsatto. Qual o valor do negócio? "Foi 1 milhão de reais", disse ele à revista.
Segundo a matéria, a suspeita de que a propriedade tenha custado mais do que admite a governadora é alimentada por outras evidências. “Um ano antes de ser negociada, a casa era anunciada por 1,5 milhão de reais. A prefeitura, ao avaliar o imóvel para efeitos fiscais no ato da venda, atribuiu-lhe o valor de 900 000 reais”. Em entrevista coletiva, na manhã deste sábado, o advogado do PSOL, Pedro Ruas, apresentou o documento à imprensa. Trata-se de um instrumento particular de promessa de compra e venda de imóvel, firmado entre Eduardo Laranja e José Luís Borsatto. Pedro Ruas anunciou que encaminhará o documento ao Ministério Público.
Perguntas sem respostas
A polêmica relacionada ao real valor do imóvel adquirido pela governadora gaúcha logo após o fim da campanha eleitoral de 2006 tem várias questões em aberto. Algumas delas são as seguintes: o sr. Eduardo Laranja da Fonseca e/ou sua empresa, a Self Engenharia, tinha dívidas com o Banrisul e/ou com a Receita Estadual no final de 2006, quando vendeu a casa na rua Araruama para a governadora Yeda Crusius (PSDB)? Caso a resposta seja positiva, qual é a situação dessas dívidas hoje?No dia 18 de outubro de 2007, a casa localizada numa zona nobre da capital gaúcha (com 467 metros quadrados de área construída), foi alienada no Banrisul para garantir um empréstimo de R$ 50 mil tomado pela governadora Yeda Crusius. Ocorreu alguma outra operação financeira junto ao Banrisul relacionada à compra do imóvel?
Fonte: RS Urgente